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Vale mais só do que mal-acompanhado?

Esta é uma frase que é comum escutar-se entre aqueles que estão sozinhos, para justificar que se afastaram de alguém por um motivo válido, ou seja, que o outro não seria boa pessoa.

É muito comum colocar a responsabilidade, do fim de uma relação, no outro. Uma relação de casal fracassada acarreta uma carga emocional muito forte, pelo que alocar a responsabilidade ao outro, dá-nos alívio, assegura a integridade da nossa autoestima e preserva a nossa imagem positiva. Por outro lado, colocarmo-nos no papel de vítima é uma forma de receber atenção e suporte social para compensar a nossa angústia da separação.

Contudo, mesmo as pessoas que dizem que vale mais só do que mal-acompanhado, muito provavelmente, estão ou já estiveram a viver uma fase difícil das suas vidas. O ser humano tem a necessidade básica de carinho, contacto físico, apoio, consolo e atenção. Quando estão doentes, com medo ou angustiados, os adultos, tal como as crianças, desejam acima de tudo ser abraçados e consolados pelos seus entes significativos. Todas as pessoas têm medo de perder a sua figura de vinculação afetiva e sentem angústia de separação.


Daqui se depreende que não vale mais estar só. Vale mais estar acompanhado/a porque estar com alguém significativo, que é percebido como disponível e confiável, dá-nos a segurança e a confiança para enfrentar eventos de vida stressantes.

Mas então e se a outra parte não é confiável e não está disponível? Realmente nessas circunstâncias será muito difícil, ou impossível, manter uma relação saudável e, nesse caso, a melhor solução poderá mesmo ficar só. Mas será que efetivamente é assim? Já houve uma época em que ele/a tinha disponibilidade para a relação? Será seguramente irrecuperável essa disponibilidade? Já houve um tempo em que o/a outro/a foi confiável? Essa pessoa mudou assim tanto que já não seja possível voltar a confiar nela?


Manter e recuperar uma relação nunca é uma responsabilidade unilateral, é um esforço de equipa, que envolve vontade e disponibilidade equiparadas de ambas as partes.

Dê uma oportunidade à sua relação! Dê este artigo a ler ao(à) seu(sua) parceiro/a.


Vale mais junto e bem acompanhado!

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