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14 dicas para relações interpessoais à prova de bala!

Atualizado: 12 de out. de 2020

Comunicar é uma competência complexa, sujeita a interpretações carregadas de emoções, que muitas vezes alteram completamente a intenção da mensagem e criam conflitos dificeis de superar.


Atingir maturidade emocional é um processo de desenvolvimento pessoal que se inicia com a compreensão das nossas emoções e com a sua aceitação, e contínua com o controlo da impulsividade. Não é um processo isolado, fechado em nós, pelo contrário, é um processo que visa o nosso relacionamento harmonioso com aqueles que nos rodeiam. Por isso mesmo, o terceiro passo é a compreensão das emoções dos outros.


Parece claro que não é possível compreender as emoções dos outros se não formos capazes de compreender as nossas próprias emoções. Se não somos capazes de responder claramente à questão: "porque é que esta situação é tão importante/ameaçadora para mim, que me levou a "perder a cabeça?", nunca poderemos perceber a intencionalidade do comportamento dos outros.


É frequente fazermos interpretações do comportamento dos outros com base em irracionalidade, maldade, leviandade, desonestidade, falta de lealdade... Quem não conhece pelo menos uma pessoa malvada?


Nos vários anos que tenho vindo a formar pessoas, das centenas de pessoas que ouvi apresentarem-se no 1º dia, nunca encontrei ninguém que se tivesse descrito como "sou mentiroso", "traio os meus amigos", "sou desonesto"... pelo contrário, todas as pessoas se apresentam com características positivas tais como: "sou amigo do meu amigo", "sou frontal", "simpático". Mesmo aqueles com baixa autoestima, que têm dificuldade em apresentar-se com características positivas, reconhecem que odeiam a desonestidade, a maldade, a inveja... e eu acredito que todas estas pessoas se apresentam, com sinceridade, a partir das suas melhores qualidades. Afinal, todos temos qualidades, porque haveríamos de inventar qualidades que não temos?


É muito interessante verificar que a maioria das pessoas se descreve a si próprio a partir das suas competências de comunicação e relação mas, mais interessante ainda é que, apesar de todos nós nos apresentarmos genuinamente como bons comunicadores e amigos confiáveis, todos nós conhecemos alguém malvado e indigno da nossa amizade. É também muito interessante verificar que num grupo de 15 a 20 pessoas, todos genuinamente excelentes comunicadores, haja frequentemente conflitos negativos, discussões sérias, quebras de confiança permanentes e, inclusivamente, chegue a haver marginalizações e punições sociais severas.


Estas contradições são visíveis por todo o lado. Constantemente assumimos que nós somos "bons" e que há outros "maus". A contradição reside no facto de que se todos somos bons, quem são os maus?


Será que todos somos bons e maus? Será que o ser bom ou mau pode depender das circunstâncias? Será que pode depender de conseguirmos ou não controlar os nossos impulsos? Será que pode depender da interpretação que fazemos dos motivos dos outros?


Há uns anos, no trânsito, um condutor chamou-me um nome feio porque eu lhe estava a impedir a saída de uma rotunda. Ouvir aquele palavrão deixou-me furiosa, tanto mais que eu estava naquela faixa porque ele não me tinha deixado passar para a faixa central. Analisando a situação a frio, parece-me que ambos sentimos raiva por nenhum ter dado passagem ao outro, o que nos coloca ambos na zona dos "maus". A diferença esteve apenas na forma como lidámos com o facto de não termos conseguido passar para a faixa que pretendíamos, eu segui em frente, ele atacou-me verbalmente. No calor do momento, cada um viu apenas o erro do outro. Este é um fator comum a todas as discussões, conflitos e animosidades, é a incapacidade de se colocar no lugar do outro e ver a situação da perspetiva dele. E esta foi a última vez que me enfureci no transito!


É claro que há pessoas que não cumprem os seus compromissos, há pessoas que nos mentem, há pessoas que não gostam de nós, mas também é verdade que há sempre uma razão, um motivo, por trás de todos os comportamentos. Esses motivos nem sempre são claros para nós e, grande parte das vezes, também não são claros para os próprios autores.

Eu diria que há algumas regras essenciais para manter relações pessoais de confiança, estáveis e gratificantes.

  1. Respeitar as opiniões e as diferenças dos outros, conferindo-lhes valor;

  2. Ser honesto e assertivo a exprimir as nossas opiniões;

  3. Agir com transparência;

  4. Ser integro;

  5. Lidar com as nossas emoções de forma construtiva;

  6. Aceitar as emoções do outro;

  7. Responsabilizar-se pela comunicação;

  8. Corrigir os nossos erros numa perspetiva de aprendizagem contínua;

  9. Enfrentar a realidade, especialmente nas situações difíceis;

  10. Clarificar expetativas;

  11. Escutar ativamente e desenvolver empatia;

  12. Respeitar os compromissos;

  13. Desenvolver confiança;

  14. Perdoar.

Quais são os seus maiores desafios nas relações com os outros?


Reinvente a sua vida!


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